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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

50 melhores restaurantes latino-americanos!

Saiu ontem a lista 'Latin America's 50 Best Restaurants', primeira edição do prêmio para restaurantes latino-americanos. A cerimônia foi em Lima, no Peru. A lista completa pode ser vista aqui no site oficial. Mas coloquei os top 10 aqui e todos os brasileiros! #orgulho

1. Astrid y Gastón (Peru)
2. D.O.M. (Brasil)
3. Pujol (México)
4. Central (Peru)
5. Maní (Brasil)
6. Biko (México)
7. Malabar (Peru)
8. Boragó (Chile)
9. Tegui (Argentina)
10. Roberta Sudbrack (Brasil)

16. Mocotó (Brasil)
23. Fasano (Brasil)
32. Attimo (Brasil)
35. Olympe (Brasil)
38. Remanso du Bosque (Brasil)
41. Epice (Brasil)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

TEDx Campos - Alimentação do Futuro: um resumo

Qual o futuro da alimentação? Foi para estimular reflexões - e ações - sobre este tema, e não responder à pergunta, que rolou o TEDx Campos neste sábado, dia 23 de junho, em Campos do Jordão. Foram escolhidos 14 palestrantes que puderam contar suas histórias, compartilhar pesquisas e ideias, defender princípios, instigar soluções.
Vale lembrar também que apenas 100 participantes foram escolhidos dentre centenas de inscrições - e devemos nos orgulhar disso. De algum jeito (e descobriremos qual), quem estava lá tem uma responsabilidade de passar para a frente a reflexão sobre o nosso futuro e o futuro da nossa alimentação.
Fiz um resumão de cada palestra. Em breve, os vídeos estarão disponíveis e volto aqui para atualizar.


Alex Atala
O chef foi o primeiro. Como disse Carlos Bertolazzi, chef e apresentador do evento, é quase como começar o show do Pink Floyd com "Another Brick in the Wall". Atala é, atualmente, must have em entrevistas, matérias, vídeos, eventos... Honestamente, o achei cansado. Participei de uma aula dele no Millesime, ano passado, e ele contou tão animado a história da "descoberta" da priprioca... Teria sido um caso bacana para um TED. O chef falou da interpretação cultural dos sabores, que é preciso usar os ingredientes por inteiro, até o fim, e que, tão importante quanto preservar "mares, rios e florestas, é preciso conservar gente". A cultura está nas pessoas.


Romeu Mattos Leite
De família de agricultores e criador da Vila Yamaguishi, lembrou a importância da valorização do agricultor. Ninguém nunca para para pensar o que acontece se os pequenos agricultores decidem abandonar a profissão, né? Pois então. Ele defende o orgulho da classe, a valorização, e que chefs e pessoas comuns possam conhecê-los mais de perto. Também lembrou que o uso de agrotóxicos cresceu 93% no mundo e 190% no Brasil - tá péssimo em qualquer lugar, mas aqui tá pior.


Teresa Corção
Proprietária do restaurante O Navegador, no Rio de Janeiro, é fundadora e presidente do Instituto Maniva, que utiliza a gastronomia como instrumento de transformação social. Ela lembrou o trabalho de valorização e disseminação da mandioca, antes "comida de pobre", ingrediente tão importante na culinária e cultura brasileira. "Cozinhar é um ato político".

Ana Branco
Adepta da alimentação viva, há 20 anos ela só consome alimentos naturais crus, frescos e secos (hidratados). Segundo ela, o cozimento mata os ingredientes e se alimentar de produtos recém-colhidos é uma forma de se atualizar com as últimas informações que o Sol enviou para a Terra. No fim, Ana fez no palco um suco verde.

Bruno Cabral
Chef de cozinha e "traficante de queijos artesanais", em suas próprias palavras, é também criador do site Mestre Queijeiro. Seu trabalho é pesquisar, ensinar e difundir conhecimento sobre os queijos brasileiros - e quem sabe conseguir mudar a lei que proíbe o consumo de queijo mineiro de leite cru fora de Minas Gerais. "O estômago do mineiro é diferente do estômago do paulista, do carioca, do baiano?". Fica a questão.

Julice Vaz
A Julice arrasa! Nos pães e no palco. A "padeira" relembrou a história de sua profissão e falou sobre o artesanal x industrial. "O futuro será artesanal-industrial", diz a chef que faz seus pães com fermento natural de 90 anos, mas conta com a tecnologia de fornos com temperatura e vapor controlados. Mas a grande mensagem deixada foi: "Vale a pena viver freneticamente sete dias por semana?" Julice não abre aos domingos - e sabe que deixa de ganhar mais dinheiro por isso, mas está bem com a decisão.

Sandro Dias
Historiador, filósofo, professor de história da gastronomia e tópicos contemporâneos do 
Senac (Águas de São Pedro), falou sobre como o "comer bem" mudou ao longo do tempo e os alimentos foram ganhando importância social. Voltar ao passado é sempre importante para entender e imaginar o futuro. "Saber agricultura é ter liberdade".


Cecília Sanada
Engraçadíssima, a palestrante entrou no palco com Cazé, sua muda de café. Gerente de qualidade do Octávio Café, contou sua história - de cabeleireira a barista. "Café é o prazer do momento". "O barista não precisa ser rápido, ele precisa extrair o melhor do café para você".

Paulo Roberto Al-Assal
Fundador da agência de tendências Voltage e diretor da ONG Fuck Cancer, fez quase um resumo dos outros palestrantes: somos 7 bilhões de pessoas de planeta, os casos de câncer e obesidade só crescem, não temos tempo para nada. O excesso (de informações, conexões, necessidades e urgências) nos faz buscar a praticidade - um pouco de conforto em meio ao caos. Daí (quem nunca?) chegar em casa e comer um congelado é mais que normal. Mas não deveria ser. O futuro? "Orgânico e ético". Cozinhar em casa, também. E (amei): revolução rurbana. Queremos a calma, a tranquilidade e a proximidade com as pessoas do campo, mas dentro das grandes cidades.

Mônica Rangel
A chef não se conformou com a história das estrelas nos hotéis brasileiros. Para se chegar a 5, é preciso ter um restaurante de cozinha internacional. Internacional? Foi para mudar isso que ela criou o Movimento Brasil à Mesa e está, com outros chefs, trabalhando ao lado da Embratur e do Ministério do Turismo para valorizar, resgatar e difundir a gastronomia brasileira.

Deborah Kesten
A nutricionista e pesquisadora começou com as informações que cansamos de saber: a obesidade só cresce, no mundo e no Brasil. Lembrou as razões do "comer demais" (overeat): comemos no trânsito, na frente do computador/tv, sozinhos, com pressa. E, de acordo com uma pesquisa, deu soluções: respeitar o ritual do preparo e do consumo, comer (bem) acompanhado, com calma e prazer. Comida é amor, concluímos.

Frans Kampers
O doutor em Física e diretor da BioNT (Centro de Biotecnologia para alimentos e inovação em saúde) foi um tanto na contramão dos outros palestrantes. Se o coro era por tempo, alimentação mais natural e saudável, retorno à terra, ele defendeu que comemos o suficiente - mas muito pouco nutriente. Seria a solução, então, incluir, através da nanotecnologia, nutrientes em alimentos "vazios" e seguir com o fast food? Ou seria a tecnologia uma aliada no combate à fome?

Biel Baum
Aos 5 anos de idade, ele fez a mãe prometer que não comeriam mais carne. Hoje, aos 10, ele comanda o programa Arte na Cozinha (Chef TV) e ensina receitas saudáveis a crianças. O menino contou a história de quando foi levar seu diário gastronômico para o chef Jamie Oliver, na Inglaterra, e também explicou as razões de sua opção por não comer carne. O discurso podia ter sido menos ensaiado - ele ficou todo atrapalhado com microfone, apresentação de ppt e ainda sua 'cola'.

Tsuyoshi Murakami
Não faltou humor na palestra do mestre, chef do premiado Kinoshita, que falou sobre simplicidade. "O futuro é tirar o excesso, ser cada vez mais orgânico e natural", disse. Mura, que anda interessado em assistir cirurgias (em humanos!), falou sobre o estômago: "Tão pequeno, branquinho, parece um ursinho de pelúcia molhado... e a gente coloca tanta merda nele!". E finalizou: "galera, vamos respirar, comer devagar e sentir".

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Wish Casa: Gourmet 9

Saiu! Edição comemorativa de 1 ano da revista Wish Casa, que fazemos com tanto amor aqui na editora. Assino a seção News Gourmet, novidades deliciosas de São Paulo. Clique na imagem abaixo para ler o pdf. Nesta edição, nº 9, Café Sofá, Chez Mis, Forneria no Shopping JK, Vito e miniarroz da Mie Brasil.


terça-feira, 19 de abril de 2011

World’s 50 Best Restaurants

Saiu ontem a lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, ranking publicado pela revista britânica Restaurant desde 2002. O D.O.M., de Alex Atala, subiu mais posições e agora ocupa o lugar - em 2010, era o 18º, em 2009, 24º.
Atala, chef do 7º melhor restaurante do mundo (divulgação)
Foi uma rápida subida - contestada por alguns. Choveram comentários no facebook e no twitter sobre a posição do restaurante e a seriedade ou consistência do prêmio. Nenhum ranking ou categorização deve ser seguido cegamente; obviamente nem todos critérios são absolutamente racionais. De qualquer forma, é ótimo para o Brasil, não? Atala faz um trabalho de divulgação do País e de nossos ingredientes como ninguém. Ser o único restaurante brasileiro na lista dos 50 melhores é uma honra.
Astrid y Gastón, em Lima - Peru: 42º melhor do mundo

Bacana também a aparição do Fasano em 59º e a subida do Maní, atualmente o 74º. Outra novidade é a estreia do Astrid y Gastón, na 42ª posição, do chef peruano Gastón Acurio - considerado o grande responsável pela divulgação da cozinha de seu país, ele tem 42 restaurantes pelo mundo. Badalada, a unidade do Astrid y Gastón de Lima é programa certo para quem visita o Peru: jantei lá ano passado, qualquer dia conto.
Aqui está o ranking do 51º ao 100º.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Millesime São Paulo

Alguns amigos costumam me dizer que tenho o melhor emprego do mundo. Como repórter da Wish, realmente tenho oportunidades inacreditáveis. Ontem foi um dia dos memoráveis: fui cobrir o Millesime, evento que acontece há quatro anos em Madri e chegou, enfim, a São Paulo.
Workshop de Alex Atala, que fez pratos que serve no DOM
Participei da parte da manhã do evento (à noite são só jantares): assisti aulas de Helena Rizzo, do Maní, do Alex Atala, nem preciso apresentar, e do José Barattino, do Emiliano. Helena, apesar de problemas técnicos com um cooktop manteve o bom humor e com aquele sotaque gostoso ensinou uma releitura da salada Waldorf.
Atala me surpreendeu: apesar de famoso mundialmente, dono do 18º melhor restaurante do mundo, o cara é total simpatia e sem afetação. Busca os melhores ingredientes, estuda formas de preparo e trabalha muiiito até chegar ao resultado que quer. Determinado demais; foi uma honra conhecê-lo!
A última aula foi ministrada pelo Barattino, do Emiliano, provavelmente o chef mais sustentável do Brasil. Se tem um cara que pesquisa ingredientes, vai atrás de fornecedores cada vez melhores, valoriza muito o orgânico, é ele. Fez - e nos serviu - um nhoque de milho simples e sensacional. To louca pra provar outros pratos dele.
José Barattino, chef do Emiliano
Encontrei também com o Rodrigo Oliveira, do Mocotó (escrevi sobre aqui e tem um perfil do chef aqui), sempre gentil e querido; conheci Raphael Despirite, do Marcel, e Bel Coelho, do Dui. Os três dividem um estande chamado "Jovens Mestres" e mostram aos visitantes e chefs espanhóis o trabalho de uma nova e promissora geração da gastronomia brasileira.
Pude provar, da Bel, sagu de vinho do Porto com espuma de brandade de bacalhau, quadradinho de mandioquinha com maracujá com farofa de aviú (camarão do norte), e risoto de paio com fava e couve crocante, de um sotaque português maravilhoso.

O Raphael estava servindo mini lula salteada com nirá e molho ponzo, um creme de mussarela de búfala com compota de cupuaçu e farofa (uma combinação especial), e língua de boi defumada com pipoca de alcaparra. Fiquei com certo preconceito, mas lembrei do Homem que Comeu de Tudo e mandei bala: a língua é ótima, leve, uma textura maravilhosa, super saborosa.
Rodrigo Oliveira, do Mocotó, sempre gentil e querido
O Rodrigo fez quadradinho de tapioca com quejo coalho e molho de pimenta, delícia que ele serve no restaurante, e um purêzinho de batata com tutano, servido com pedacinhos de carne de sol e bolinhas crocantes de tapioca.

Voltei para a redação com a alma satisfeita: a comida, sim, é mais que maravilhosa, é um espetáculo de cores, sabores, aromas, texturas. Mas poder encontrar, ouvir e aprender com essas pessoas tão dedicadas, que amam sua profissão, é revigorante. E alimenta.

www.millesimesaopaulo.com
obs. Fotos divulgação/Waldemir Filetti